“Às vezes é difícil não se machucar. Mas em alguns casos - como o meu - sempre é difícil. Sou sensibilíssima. Me dói qualquer palavra dita e mal interpretada ou algum gesto pequeno e imperceptível. Gosto de remoer e me doer até pelo que não aconteceu – mas poderia – e pelo que poderá eventualmente acontecer no futuro. Até por coisas que deveriam passar despercebidas. Comigo, elas não passam e sim grudam no cérebro, me fazem pensar e sentir coisas ruins e querer correr pro lado contrário, amedrontada. Fico sentida por besteira e magoada por coisas bobas, sim. É mais um lado chato de ser exagerada: meus dramas também são.”
Ando só
Ando só com meus pensamentos proibidos. Ando só com meus ideais, minha sede de ser feliz. Ando só na minha mania de querer estar com alguém. Ando só mesmo quando alguém anda comigo. A minha solidão é crônica. Me persegue nas maiores multidões. A minha solidão é obcessiva. É neurótica, porque quando não estou só, procuro está. Ando só na minha loucura de pensar em coisas que não devia. Ando só porque sonho demais. O mundo tem vácuos que são preenchidos por dor, e ilusão. E eu me preencho no meu próprio vácuo com a minha solidão.

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