“Às vezes é difícil não se machucar. Mas em alguns casos - como o meu - sempre é difícil. Sou sensibilíssima. Me dói qualquer palavra dita e mal interpretada ou algum gesto pequeno e imperceptível. Gosto de remoer e me doer até pelo que não aconteceu – mas poderia – e pelo que poderá eventualmente acontecer no futuro. Até por coisas que deveriam passar despercebidas. Comigo, elas não passam e sim grudam no cérebro, me fazem pensar e sentir coisas ruins e querer correr pro lado contrário, amedrontada. Fico sentida por besteira e magoada por coisas bobas, sim. É mais um lado chato de ser exagerada: meus dramas também são.”
Encerrar também é um ato mágico
Dezembro chega todo ano com a mesma ladainha: “ano novo, vida nova”, “faça sua lista de desejos”, “mentalize prosperidade”. Só que tem um detalhe que quase ninguém encara: não existe começo limpo sem encerramento honesto . E dezembro, simbolicamente, não é portal mágico. É balanço . Se você não olha para o que foi mal resolvido, o que te drenou, o que você empurrou com a barriga… janeiro só vira continuação do mesmo roteiro. Então vamos falar de rituais, mas rituais que fazem sentido. Nada de açúcar espiritual pra engolir o ano ruim. Antes de qualquer ritual: a limpeza que ninguém gosta de fazer Limpeza não começa com erva. Começa com consciência . Perguntas que você precisa encarar antes de qualquer prática: Onde eu insisti por orgulho? Onde eu fiquei por medo? Onde eu fingi que não vi? O que eu repeti o ano inteiro esperando resultado diferente? Sem responder isso, qualquer ritual vira só encenação. Limpeza energética básica (sem teatro) Nada mirabolante....

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